Coordenadas GPS: N 40º 2.728′ W 8º 46.915′
Monumento classificado com Categoria de Protecção IIP (Imóvel de Interesse Público), Dec. n.º 5/2002, DR 42 de 19 Fevereiro 2002.
“Embora se desconheça a data exacta da fundação do cenóbio de Seiça, a mais antiga referência documental que se conhece ao mosteiro situado junto ao rio Mondego data de 1162, pertencendo então aos Crúzios. Alguns anos depois, em 1175 D. Afonso Henriques doou à comunidade uma carta de couto.
Na mesma época, a Ordem de Cister crescia em Portugal, espalhando as suas casas conventuais pelo território então reconquistado. No reinado de D. Sancho I o estabelecimento de comunidades cistercienses diminuiu, registando-se apenas duas filiações de mosteiros em Alcobaça, Santa Maria de Maceira Dão em 1188, e Santa Maria de Seiça, em 1195 (REAL, 1998, p. 51). Foi assim a partir desta época que Seiça passou a albergar uma comunidade de monges brancos .
Protegido pela Coroa ao longo da Idade Média, o Mosteiro de Seiça foi suprimido por D. João III, devido aos desentendimentos constantes com a casa-mãe de Alcobaça. Seria D. Sebastião que em 1560 restituiria o mosteiro novamente à alçada da grande abadia cisterciense (BORGES, 1987, p. 175).
Entre os últimos anos do século XVI e o início do século XVII o edifício conventual foi totalmente reedificado, segundo um projecto da autoria de Mateus Rodrigues (DIAS, 1990), passando a funcionar como centro de estudos filosóficos da ordem, devido à sua proximidade do Colégio de Santa Cruz de Coimbra (PEREIRA, 1998, p. 245).
Embora o convento se encontre actualmente bastante arruinado, destaca-se o edifício da igreja, sendo esta considerada a “peça mais interessante” do conjunto (Idem, ibidem). Apresentando um traçado de linhas austeras, que se sublinham pela sua verticalidade e robustez, bem ao gosto do maneirismo chão , o templo possui uma fachada marcada pelos volumes das torres laterais, com “remates bolbosos”, que “enquadram um núcleo central onde o grande tema arquitectónico se resume à aplicação de pilastras de ordem colossal que unifica a superfície e confere a todo o frontispício um certo tom majestoso” (Idem, ibidem).
O interior foi muito alterado com a instalação de uma fábrica de descasque de arroz no século XIX. No entanto, a sua planimetria obedecia aos modelos maneiristas da época, pelo que o templo possuía nave única com capelas laterais intercomunicantes, possuindo originalmente coro-alto. O espaço do transepto, que seria coberto por cúpula, bem como a capela-mor, foram-se degradando depois da venda do edifício em 1834, acabando por ruir. O conjunto monacal mantém ainda algumas das dependências, como duas alas do claustro, algumas das celas, o refeitório e a livraria.”
Catarina Oliveira IPPAR/2006
Site do IPPAR:
http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/71634/
Textos e historias de outros Autores:
Seiça tem uma história provida de interesse, que se cruza com os Mouros, D. Afonso Henriques, a Ordem de Cister e o arroz.
Seiça é um sítio divino, mágico, onde habita Santa Maria de Seiça, que podemos visitar na sua capela, e onde existe um Convento em ruínas, que parece falar e pedir “ajudem-me” mas por nossa sorte ele teima em nao cair! Foi habitado por monges da Ordem de Cister ate ao séc. XIX! Com a extinção dessa ordem foi comprado pela família Carriço, que o utilizou como fábrica de descasque de arroz e construiu ainda no local três vilas.
Trata-se pois, de três casas, um convento, uma capela, três fontes, campos de arroz e de milho, uma ribeira e os seus canais, sapais e algumas zonas pantanosas, não de uma aldeia, talvez de um sítio, onde os monumentos e as casas se misturam num eco sistema rico e cheio de vida.
O Mosteiro:
A fundação deste mosteiro data do séc. XII, altura em que entrou para a Ordem de Cister, quando D. Sancho I o doou ao mosteiro de Alcobaça. A construção foi levada a cabo pelo arquitecto Mateus Rodrigues, durante finais do séc. XVI, início do séc. XVII. Em 1834, com a extinção das ordens religiosas, o edifício foi vendido a particulares que o aproveitaram para instalar uma unidade industrial de descasque de arroz. O recheio foi então levado, tendo grande parte desaparecido, salvando-se a que foi aproveitada para outras igrejas dos arredores.
Das ruínas que hoje encontramos, não deixamos de ser surpreendidos pela imponente fachada da igreja. De traçado austero, bem ao tipo das construções da época dos grandes estaleiros do reino, impõe-se pela sua projecção no isolamento do local. A fachada é constituída por um corpo central sem frontão, dividido em três registos verticais, com nicho, encimados pelo arco semicircular do janelão. A entrada é feita por um átrio de três arcadas que dá acesso à porta da igreja, com decoração setecentista. É ladeada por duas torres que ultrapassam a altura da fachada com os seus remates bulbosos que testemunham as reformas efectuadas no século XVIII.
O interior, bastante alterado com a posterior utilização do edifício, obedeceria ao traçado das igrejas beneditinas, com nave única para a qual se abriam as capelas laterais. Todo este espaço se encontra actualmente em degradação, revelando mais do teor industrial que albergou, do que do espaço religioso para que foi construído. O coro-alto, cúpula, capela-mor e transepto há muito que ruíram. Do claustro, ligado lateralmente à igreja, apenas se conservam duas alas, com arcos redondos sobre pilares quadrados no piso térreo e, na galeria superior, com colunas dóricas a suportarem o entablamento.
O corpo do mosteiro mantém algumas das dependências dos religiosos, com as celas e provavelmente a sala do refeitório, livraria e outras, que entretanto foram sendo utilizadas e alteradas para outros fins, retirando-lhes o traçado original. A fachada é constituída por um corpo comprido, separado verticalmente por pilastras, abrindo-se em cada registo uma janela rectangular de avental. Do lado oposto ao do corpo do mosteiro, ergue-se imponente a chaminé de tijolo burro que serviu à fábrica de descasque de arroz, e que marca pois o contraste de duas realidades e vivências distintas: a religiosa e a industrial. A originalidade deste monumento reside, efectivamente no contraste dos opostos, construindo uma realidade cunhada por mundos e épocas diferentes entre si.
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O Mosteiro situa-se em Seiça na freguesia de Paião, Figueira da Foz, mandado construir por D. Afonso Henriques em louvor à Virgem Maria devido a um milagre recebido junto da capelinha de Nossa Senhora de Seiça (a 100 metros dali).
Os primeiros monges do convento foram os de Lorvão que naquele tempo pertenciam á ordem de São Bento cujo superior foi o Abade D. Paio Egas nomeado para este cargo no ano 1175.
Em Setembro de 1348, a peste negra fez com que o Mosteiro de Seiça sofresse muitas perdas entre religiosos e caseiros. Esta epidemia dizimou 150 religiosos em 2 meses.
Em 1513 D. Manuel ordena a reparação do Mosteiro por este se mostrar bastante degradado. Devido aos elevados custos da reparação, uma feira anual franca foi autorizada, por útil para as obras em curso.
A feira anual de Seiça é um ritual que se repete há centenas de anos. No dia 15 de Agosto, por altura das festas em honra da Nossa Senhora de Seiça. Agora já não se trocam feijões por milho ou farinha por carne, mas a sua componente agrícola matem-se. Também já não se põem as pessoas doentes de um lado, e o correspondente ao seu peso em cereais do outro, na balança que fazia justiça às promessas, mas o instrumento de medida ainda lá está, no lado exterior da Capela, a testemunhar os sinais dos tempos.
Em finais do século XVIII, Frei Manuel de Figueiredo afirmou que o edifício do Mosteiro era regular e bom, “Com uma boa igreja e suficientes oficinas; e vinte e cinco celas, para acomodação dos religiosos, alem da casa dos hospedes”.
Em 1834, com a extinção das ordens religiosas, o edifício foi vendido a particulares que o aproveitaram para instalar uma unidade industrial de descasque de arroz. Todas as alfaias de culto, imaginária, mobiliário, retábulos e restante recheio foram então levados, tendo grande parte desaparecido, salvando-se a que foi aproveitada para outras igrejas dos arredores.
O Mosteiro de Santa Maria de Seiça é propriedade da Câmara da Figueira da Foz. Santana Lopes, então líder da autarquia, adquiriu o espaço por cerca de 225 mil euros, a uma família proprietária do convento desde 1895. O autarca do PSD prometeu uma “intervenção de fundo” no imóvel, mas, passados dez anos, as ruínas do convento continuam à mercê da degradação e do vandalismo. O estado de degradação do monumento é preocupante e já motivou, entre outras iniciativas, a apresentação de inúmeros requerimentos na Assembleia da República. Mas, até agora, todas em vão.
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Miguel Almeida vai convidar ministra da Cultura a visitar monumento no Paião
Deputado apela ao mecenato para salvar Mosteiro de Seiça
O deputado figueirense Miguel Almeida (PSD) continua à espera de uma resposta do Ministério da Cultura (MC) ao requerimento aí fez chegar, questionando a entidade sobre a existência, ou não, de um projecto de recuperação para o Mosteiro de Seiça. Mas, enquanto aguarda, Miguel Almeida equaciona outras hipóteses para salvar um património que classifica de “único” e sobre o qual não tem dúvidas: “Se estivesse em Lisboa há muito que estava recuperado”.
À espera do projecto
As informações de que o deputado à Assembleia da República (AR) dispõe levam-no a crer que o MC “ainda não tem a obra de recuperação do Mosteiro de Seiça prevista e, o que é mais grave, não existe sequer o projecto”. Há cerca de dois anos, responsáveis do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) e do MC visitaram o mosteiro, e aprovaram a elaboração de um estudo técnico conducente à colocação de uma cobertura que evitasse a contínua degradação do monumento, até as obras de recuperação serem possíveis. O estudo foi feito, mas a cobertura nunca apareceu. “Agora não é disso que se trata”, sublinhou Miguel Almeida, lembrando que o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) “já foi apresentado, e é necessário afectar verbas a projectos que tenham prioridade”, o que, defende, deve contemplar o Mosteiro de Seiça. “O MC e a Câmara Municipal da Figueira da Foz têm a obrigação de, em conjunto, fazerem a recuperação deste património”, reforçou, recordando que houve tentativas, “no passado, com a Enatur (Pousadas de Portugal), e outras, mas nenhuma teve seguimento”.
Reconhecendo que as obras de recuperação possam ser “caras”, o deputado lembra, porém, que “por um lado, o valor patrimonial e histórico deste monumento, que data da fundação da nossa nacionalidade, não tem preço”, e, por outro, “ninguém sabe ao certo quanto é que custa esta recuperação”, acusando mesmo alguns números lançados de serem “para tentar assustar”. Miguel Almeida evoca o exemplo do Paço de Tavarede, “também se dizia que seria muito caro recuperá-lo, e afinal chamou-se um arquitecto especialista, recuperou-se o que era recuperável, e com pouco mais de um milhão de euros devolveu-se aos tavaredenses um espaço que lhes era querido, e à Figueira e ao país um património importante”. O deputado entende, portanto, que “é urgente fazer o projecto de recuperação”.
Ao abrigo da Lei do Mecenato
Miguel Almeida admite que a autarquia não tenha disponibilidade financeira para custear o projecto, pelo que tomou em mãos a missão de seduzir as administrações das “empresas mais fortes em ter-mos de capital no concelho: a Soporcel e a Celbi” para, ao abrigo da Lei do Mecenato, assumirem os custos da elaboração do projecto de recuperação do Mosteiro de Seiça, lembrando ainda que as duas empresas laboram na margem Sul do concelho, onde o monumento se encontra, pelo que este se pode considerar abrangido pela “responsabilidade social” das duas fábricas.
Lamentando “que a Câmara não tenha já feito o projecto”, e lembrando que foi no mandato de Santana Lopes (1999) que o Mosteiro de Seiça foi adquirido pela autarquia “por um valor simbólico”, o deputado considera que “o Estado tem obrigação de recuperar este património tão importante para o país”.
Miguel Almeida adiantou ainda que vai “tentar sensibilizar” Henrique Fernandes, governador civil de Coimbra, para esta questão, e que espera do seu colega deputado, também figueirense, João Portugal (PS) que, “tal como todos os que foram eleitos por Coimbra, me acompanhe neste assunto”.
Sociedade civil “extraordinariamente passiva”
Os presidentes das juntas de freguesia do Paião e do Alqueidão, António França e Maria Caeiro, e o pároco do Paião, Manuel Silva, bem como José Canas, antigo autarca do Paião, acompanharam Miguel Almeida nesta conferência de imprensa destinada “a não deixar esquecer a questão do Mosteiro de Seiça”, em que, critica, “a própria sociedade civil tem sido extraordinariamente passiva”, não se mobilizando através de “clubes de serviços e outros organismos”, para a recuperação de um património de “valor incalculável” que, sublinha, “importa em primeiro lugar recuperar”. Quanto à finalidade a dar ao monumento, o deputado considera que tantos fins turísticos como serviços públicos são viáveis, dependendo da natureza do investimento ser privada, público-privada ou pública.
Moinho das 12 pedras ao sabor das marés
O Moinho das Marés de Doze Pedras, situado na Quinta do Canal, freguesia do Alqueidão, é exemplar único na Península Ibérica. Construído entre os séculos XVIII e XX, o moinho original possuía 12 mós, ou pedras, das quais apenas três foram encontradas. Classificado como imóvel de interesse público em 1990, “está em completo estado de abandono”, denunciou Miguel Almeida. “Há anos atrás houve uma tentativa de recuperação por parte da Câmara Municipal, entre outras que também não deram em nada”. Salientando que “estamos a falar agora de um investimento muito diferente do que o necessário para o Mosteiro de Seiça, muito inferior”, o deputado considerou que “o concelho não pode dar-se ao luxo de não recuperar este património”. Miguel Almeida lembrou que a presidente de junta do Alqueidão, Maria Caeiro, “já fez diversas diligências” nesse sentido, e comprometeu-se ele próprio a “fazer um requerimento ao Ministério do Ambiente, para tentar perceber o que está previsto” a nível de obras de recuperação. José Canas lembrou que o moinho das marés está incluído no projecto original de ordenamento e aproveitamento turístico da Ilha da Murraceira elaborado pela Universidade de Coimbra, cuja execução ronda os oito milhões de euros, dos quais “seis milhões já inscritos no QREN”, e outros dois destinando-se à criação de diversas infra-estruturas pela autarquia, num investimento que Bruxelas financiará “com 75 por cento a fundo perdido”. Mas o moinho das marés, lamenta Maria Caeiro, “não está contemplado pelas verbas inscritas”.
http://www.ofigueirense.com/16fevereiro2007/reportagem/default.htm
Reportagem do jornal: “O Figueirense” de 16-02-2007
Mosteiro de Seiça, ruínas são para preservar diz: Miguel Almeida
Miguel Almeida (PSD) entregou, na reunião de Câmara do passado dia 2, uma proposta para a recuperação do Mosteiro de Santa Maria de Seiça. O vereador, que já enquanto deputado da Assembleia da República levantara a questão, defende que “é preciso salvar o Mosteiro, que remonta às origens do país”, sob pena de poder perder-se “definitivamente um património de valor histórico incalculável”. Registe-se que foi Miguel Almeida quem apresentou a proposta para as reuniões do executivo serem realizadas também nas freguesias, recuperando assim uma proposta eleitoral do edil figueirense, João Ataíde (PS), que ainda não tinha sido concretizada.
Na reunião de Câmara realizada no Paião, Miguel Almeida defendeu a premência de, numa primeira fase, e atendendo à falta de verbas para ir mais além, salvar a fachada do Mosteiro, procedendo à limpeza da vegetação que a invadiu. Para este efeito, a proposta da bancada laranja sugere que a autarquia convide o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) “a desenvolver um projecto conjunto de requalificação do património histórico e arquitectónico” do também chamado de Convento de Seiça, candidatando esse mesmo projecto ao Eixo 3 do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
A vergonha
Para Miguel Almeida, tal como está, o Mosteiro de Santa Maria de Seiça “deve envergonhar-nos”, e que por isso urge fazer algo. “Podem dizer que não há nada a fazer, mas isso faz-me lembrar o Paço de Tavarede, também se dizia que não era possível recuperar, e agora lá está”, exemplificou. “Se não dá, mantenham-se e preservem-se as ruínas, não é caro”, garantiu em jeito de conclusão. Menos optimista foi a vereadora Isabel Maranha Cardoso (PS) que – apesar dos anúncios de António Tavares, de que “já foi solicitada autorização ao IGESPAR para limpeza da fachada”, projecto que “já levanta dificuldades do ponto de vista técnico, em virtude do estado de degradação agravado pela vegetação na fachada – lembrou que o Mosteiro de Seiça foi «esquecido» aquando da contratualização da Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego – que a Figueira da Foz integra e que reúne as prioridades de cada município em diferentes áreas, nomeadamente a de recuperação do património. Segundo Isabel Cardoso, o documento limitou a candidatura nesta área ao Forte de Santa Catarina, pelo que a integração do Mosteiro de Seiça só seria possível “com renegociação do contrato”. Vereadores e presidente concordaram, no entanto, em tentar operacionalizar a manutenção deste património, uma vez que, para a sua recuperação integral, falava-se, “há 12 anos, em mais de 1 milhão e 300 mil euros”, recordou Miguel Almeida. http://www.ofigueirense.com/seccao.php?id_edi=170&id_sec=4
Reportagem do jornal: “O Figueirense” de 12-03-2010
Mosteiro de Santa Maria de Seiça em Ruin’arte, retratos de Portugal em ruínas
Reportagem do Expresso:
“Ruin’Arte” é um projecto de livro que já conta com fotografias de perto de centena e meia de estruturas deixadas ao abandono. É um retrato desolador do país, ainda que marcado por uma beleza decadente.
Alexandre Costa, Sábado, 17 de Out de 2009
Clique na foto para ver o blogue RUIN’ARTE
Artigos publicados no blogue: http://cisterportugal.blogspot.com/
A maioria dos monges, de famílias pobres, sem recursos para viajar, terminaram os seus dias na maior pobreza, alojados em pequenos casebres, no Lugar do Copeiro, povoação onde pelos finais do século XVI se fixaram algumas famílias de oficiais canteiros e pedreiros, responsáveis pelas diversas campanhas de obras efectuadas no mosteiro ao longo dos séculos XVI e XVII.
Este ano, a 14 e 15 de Agosto, festeja-se mais uma vez Nossa Senhora de Seiça, excelente motivo para uma romaria á Sua capelinha e saborear um bom farnel à sombra do velho mosteiro.
Após a exclaustração de 1834, o património da igreja do mosteiro foi delapidado, salvando-se algumas importantes peças de arte sacra distribuídas por algumas igrejas e capelas da região.
O altar Mor da igreja paroquial de Samuel, em talha dourada do século XVIII, tem a emoldurá-lo o brasão de Santa Maria de Seiça, único exemplar conhecido. Na mesma igreja pode ainda admirar-se, no altar lateral do lado do Evangelho, uma representação das Santas Mães, em pedra de Ançã, igualmente proveniente da igreja do Mosteiro. As obras de arte da fachada da igreja de Samuel, datadas de 1613, – portal com janela de avental sobreposta – são provenientes da oficina do mestre canteiro Mateus Rodrigues, «…mestre das obras de Ceiça…» documentado como mestre de obras de Seiça entre 1598 e 1637, a quem devemos a trasladação dos edifícios conventuais de Santa Maria de Seiça do lado Sul do mosteiro para o lado Norte, devendo-se-lhe, muito provavelmente, também as obras de ampliação da igreja.
Hermínio Nunes, 26 de Maio de 2010 http://cisterportugal.blogspot.com/
Artigo publicado no blogue: Trilho Natural
Rota de Seiça
No dia 4 de Julho levantamos vem cedo para efectuar a rota de seiça com um grupo. Chegamos ao mosteiro das cegonha, são estas as habitantes deste mosteiro, nas seguintes coordenadas N 40° 02.743 W 008° 46.954. Em poucos minutos lá estava o grupo pronto e lá seguimos a rota, mas sem antes pousar para a foto, é pena a fotógrafa não ficar na foto.
Percuso recheado de história cruzando vales e colinas descobrindo as paisagens caracteristicas do sul do conselho, a sua fauna e vegetação e visitando a belissima Capela de Nossa Senhora de Seiça, de lendária fundação e as imponentes ruínas do Mosteiro de seiça.
Entre os principais pontos de interesse destacam-se ainda, a Ribeira de Seiça, a Fonte dos Frades, os Arrozais do Rio Pranto, o Vale do Milho e a Linha do Oeste.
Prefil de altitude (altimetria)
Diferenças de Altitudes
108 Meter (Altitude desde 15 Meter para 122 Meter)
Subida acumulada 183 Meter
Descida acumulada 173 Meter
CESAN – é um grupo de cinco alunas de Línguas e Humanidades e no âmbito da disciplina de Área de Projecto realizámos ao longo deste ano lectivo (2009-2010) um projecto cujo nome é “Requalificação do Património Histórico Concelhio – Restauração e Aproveitamento Turístico do Mosteiro de Seiça”.
O principal objectivo deste trabalho é dar a conhecer o monumento à comunidade. Para isso, realizaram várias actividades.
Realizaram este filme para dar conta do estado de conservação deste monumento, este filme não só tem imagens, como testemunhos de pessoas ligadas a ele e conta a sua história.



























